sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Fundamentos: Reprodução seletiva a "engenharia genética" em ação ...

Como todos os criadores de animais de exposição, os de guppy exercitam o que costumo chamar de "engenharia" genética em busca do aprimoramento da raça. Seus esforços são direcionados para o Padrão do Guppy, no Brasil preponderantemente estabelecido pela International Fancy Guppy Association.Guppy Full Red
Assim é que um criador poderá estar buscando um avultamento do corpo, pois que sua linhagem é falha neste aspecto, outro procurando uma maior identidade entre a cor da nadadeira dorsal e a da caudal e outro tentando escurecer a tonalidade do vermelho ou aumentar o tamanho da cauda ou sua amplitude.
Normalmente, tais esforços são exercidos mediante a seleção dos exemplares que contenham tais características mais próximas do desejado, em sucessivos cruzamentos.
Em artigo neste site, de Valdu Carvalho, um dos mais bem sucedidos criadores nacionais, é possível melhor reconhecer como isso é feito. Valdu aconselha a manter diversas linhagens simultâneas, tais como (1) uma voltada para melhorar a cor, (2) outra para melhorar o formato e (3) outra para melhorar o tamanho, entre tantos outros conselhos preciosos.
Reprodução seletiva, como afirma o nome, é o processo de descartar da reprodução os exemplares que não atendem ao esperado, concentrando-se naqueles que melhor o representam.
Aquario de filhotes de HB RedO primeiro passo para o cruzamento seletivo é adquirir boas matrizes, que já tenham fixado a maior parte das características desejadas. Ainda que teoricamente seja possível alterar positivamente qualquer aspecto de uma linhagem, na prática é impossível lidar com múltiplos defeitos, pois a superação de um deles na maioria das vezes enfatiza outros.
Além disso, somente matrizes oriundas de um bom criador terão genótipos consistentes com a variedade pretendida. De nada adianta escolher o exemplar mais bonito, perfeito, se o fenótipo, ou seja, aquilo que ele materializou e pode ser visto, não corresponder ao genótipo, ou seja a carga genética que ele pode transmitir.
Caso deseje aprofundar seus conhecimentos em genética, aconselho-o a ler, neste site, a excelente Cartilha de Genética produzida por Philip Shaddock, que consta do link ao rodapé desta página.

Alternativas

Muito embora, tecnicamente, todos os cruzamento entre indivíduos mais próximos do que a média da população, sejam inbreeding, com variáveis coeficientes de proximidade, na prática costumamos classificar de inbreeding aqueles cruzamentos que envolvem parentes próximos, line-breeding, quando há algum parentesco mais distante entre os exemplares, da mesma linhagem, e outcross, quando os envolvidos não possuem qualquer parentesco ou são de outra linhagem.
O inbreeding é o caminho para os campeões ou para os desastres, pois que soma características já semelhantes, potencializando-as. Dele resultam melhorias expressivas de virtudes que ambos possuem, mas também o aparecimento de defeitos não evidentes nos pais. Suponhamos que uma mãe transmitiu aos filhos uma cauda de tamanho excepcional, eis que, geneticamente, carrega esse predicado. Se a cruzarmos com seu filho ou neto, provavelmente teremos caudas ainda maiores. Por outro lado, um defeito na forma da cabeça, recessivo, que não havia se demonstrado, poderá surgir, neutralizando aquela vitória.
Guppy verde
Além disso, sabe-se que sucessivos cruzamentos entre parentes próximos, levam a um enfraquecimento geral da linhagem, que se manifesta por redução de tamanho, maior número de deformidades e maior suscetibilidade a determinadas moléstias. Portanto, o inbreeding é como aqueles remédios com elevada capacidade de cura, mas que em dosagens elevadas podem causar malefícios.
Para efeito de line-breeding, mantenha, desde o início pelo menos duas linhagens, a partir de duas fêmeas originais, do mesmo trio. Conduza cruzamentos independentes em cada uma. Essa distinção é a base para futuros line-breedings, ou seja de cruzamento de parentes distantes.Cruzamento de guppies

O outcross, por seu turno, deve ser utilizado com extrema parcimônia, pois seus resultados são imprevisíveis. É muito possível, por exemplo, que os filhotes de primeira geração de um outcross sejam melhores do que os próprios pais, mas que na próxima geração a aleatoriedade de resultados comece a se manifestar. Feito um outcross, por algum motivo, retorne ao line-breeding ou inbreeding, para que a linhagem tenha consistência.

Registros

Para fins de controle, costumamos denominar de F0 os primeiros exemplares, normalmente adquiridos de terceiros, de F1 os filhos do cruzamento desses e de F2, F3 e assim por diante, os cruzamentos dos filhos sucessivos.
HB RedEm um caderno ou planilha de computador, é imprescindível iniciar os registros com o nome da variedade, criador de origem, idade, data de cruzamento. Identifique as fêmeas como "A" e "B". Anote, também, no vidro dos aquários: a mãe, data de nascimento, quantidade, geração (F?) e ninhada I, II, III, IV, etc..
No rodapé desta página você encontrará um link específico para artigo relativo a controles de reprodução.

Estrutura

Aquários de criaçãoPara reprodução seletiva, necessitamos no mínimo de 6 aquários para cada variedade.
  • um para o trio original
  • um para separar as fêmeas em parto
  • um para os filhos machos da fêmea A
  • um para os filhos fêmeas da fêmea A
  • um para os filhos machos da fêmea B
  • um para os filhos fêmeas da fêmea B
Com isso você terá iniciado duas linhagens. Digamos que sejam HB Red, terá então HB Red linha 1 e HB Red linha 2.
Valdu, contumaz vencedor na variedade HB Red e muitas outras, mantém três linhagens simultâneas de HB Red, para não perder a qualidade. Abaixo você pode encontrar link para, se quiser, questioná-lo diretamente acerca de sua estratégia.
Caso sua ambição seja participar de exposições, com chance de vitórias, então para cada uma delas você precisará de 6 aquários, além do destinado às matrizes da linhagem de cada uma das linhagens:
  • um para separar as fêmeas em parto, que poderá ser usado também pelos machos a primeira ninhada
  • um para os filhos fêmeas, do primeiro mês
  • um para os filhos machos, do segundo mês
  • um para os filhos fêmeas, do segundo mês
  • um para os filhos machos do terceiro mês
  • um para os filhos fêmeas do terceiro mês.

Culling

Na reprodução, mesmo de exemplares geneticamente excelentes, haverá uma distribuição estatística de qualidade dos filhos, alguns serão melhores do que os pais, a maioria igual ou pior. Assim, será preciso eliminar a maior parte da ninhada, não permitindo que os exemplares de pior qualidade cruzem com as fêmeas (que já estarão separadas, por conta disso). A eliminação é denominada culling (descarte...). Tais exemplares poderão ser vendidos a lojas com as fêmeas trocadas pelas de outra variedade, para que não se tenha que sacrificá-los.
Agostinho Monteiro, outro criador experiente, com livros publicados sobre o assunto, divulgou recentemente um esquema de seleção de reprodutores que você poderá conhecer em seu site.

Veja também : Cartilha de Genética 
© 2009 William Soares Design original por Andreas Viklund.

aprenda com ele

Objetivo: Esta é uma de uma série de entrevistas que realizamos com os principais criadores de guppies do país, aproveitando as viagens que regularmente realizamos para os polos de criação de hobbistas. Nosso propósito é fornecer aos iniciantes e àqueles que não têm a oportunidade de encontrar tais criadores pessoalmente informações valiosas que foram acumuladas pela experiência dos entrevistados, todos bem sucedidos no hobby.

Neste caso, fomos auxiliados pelo repórter temporário Michel Bruno, que aproveitou uma reunião do Clube de Criadores de Guppy do Centro Oeste para efetivar as entrevistas.

Augusto mora em Brasília, onde mantém uma das mais bem organizadas estufas de criação do País, de padrão internacional. Modesto, afirma que não dispõe de nada especial em sua estrutura de criação, "só limpeza". Limpeza, em nossa experiência, é o ingrediente mais fundamental e importante para todos os criadores de seres vivos, sejam peixes, sejam animais de outras espécies.



Quem é você?
Augusto Rocha Ewald.Augusto Ewald, em sua estufa
A quanto tempo está envolvido com os guppies?
Há 40 anos.
Quantas linhagens de guppies mantêm, atualmente?
14 linhagens
Quais são as suas linhagens preferidas?
Gosto mais dos Moscow.
Quantos aquários e tanques possui, em que dimensões?
Ewald, corredor da estufa de guppiesPosuo mais ou menos 300 tanques, os menores de 40 litros e os maiores com 150 litros.
Em que aquários mantém suas matrizes? Em quais cria filhotes? Você muda de tamanho de aquários, quando os filhotes se tornam adultos?
Mudo sim, inicio nos maiores e transfiro para os menores, à medida em que crescem.
Com o que alimenta adultos? Com o que alimenta jovens? Com o que alimenta filhotes?
Adultos, jovens e filhotes com náuplos de artemia e alimento seco.
Quais os horários de alimentação?
Alimento pela manhã, ao meio dia e de noite.
Que horário utiliza de iluminação em sua estufa? Quanto tempo de iluminação diária?
Mantenho a estufa em funcionamento por 12 horas.Sensores de temperatura e timers da estufa de Augusto Ewald
Alimenta de forma diferente suas matrizes, em relação aos demais peixes?
Sim, na quantidade, jovens muito, adultos, pouco.
Como reproduz seus guppies? Linebreeding? Inbreeding? Outcrossing?
Das três formas, dependendo de onde quero chegar
Que carecterísticas procura nos exemplares selecionados para matrizes? Nos machos? Nas fêmeas?
Procuro, sempre, o padrão IFGA.
Que percentagem de exemplares “show quality” você obtém de suas linhagens?
Mais ou menos 20% dos melhores escolhidos.
Que métodos utiliza para proteger os filhotes de canibalismo? Separa as fêmeas para novos aquários para os partos? Usa plantas [reais ou plásticas] nesses aquários? Usa “criadores” ?
Não separo fêmeas, coloco plantas naturais e aí já começa a seleção natural.
Em que temperatura você mantém seus guppies?
De 25 a 32 graus.
Que tipo de filtros utiliza?
Filtros de espuma.
Com que frequência realiza trocas de água?
Diariamente, cerca de 20%.
Como prepara a sua água de troca? Qual é o pH da sua água de torneira?
Não olho o pH, que é de mais ou menos 7.0, e não tiro o cloro.ewald, toneis para troca de água
Adota algum cuidado especial de assepsia e prevenção de doenças?
Sal e formalina, naqueles aquários com sintomas de doenças.
Há algo especial na sua estrutura de criação?
Não, só limpeza.
Quantas linhas, em geral, mantém de cada linhagem importante?
2 a 4 repetições.
Participa de shows e exposições?
Todas.
Como tem se saído nesses shows?
No inicio muito bem, agora razoável. Os guppies sentem quando voce está com problemas particulares.
Uma mensagem para os iniciantes:

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

CUIDADO COM OS FILHOTES


Procedimentos necessários do nascimento aos primeiros 15 dias de vida dos alevinos:
Após o nascimento dos alevinos , a primeira coisa a se fazer e retira-los do aquário onde estão com a mãe ou da maternidade e separá-los num recipiente se possível transparente ( pode ser garrafa descartável cortada tipo copo) e imediatamente deixar este recipiente boiando dentro do tanque a ser povoado por eles. Dentro deste copo eles se aclimatarão ao novo ambiente enquanto o saco vitelineo acaba de ser absorvido .




Detalhe de alevino (figura acima) ainda com o saco vitelínico e (abaixo) após absorção completa. O alevino na foto inferior apresenta-se desnutrido. Em aquários a maior causa de mortalidades das crias deve-se a falta de alimentação adequada. O aquarista precisa compreender que o alevino passa por uma fase de transição durante o processo de absorção do vitelo onde a partir do momento em que está apto a realizar a abertura da boca já deve receber oferta de alimento. A dica seria iniciar a oferta de alimento (ração para alevinos, nauplios de artemias e rotíferos) um pouco antes de finalizar a absorção do vitelo, pois há uma melhora na taxa da sobrevivência. Deve ainda oferecer várias vezes ao dia, porque é alta a taxa do metabolismo dos peixinhos nesta fase de vida.

A primeira alimentação é muito importante e para induzir os filhotes a se alimentarem nada melhor do que alimento vivo. Muitos filhotes morrem de inanição por não se acostumarem a comer ração pois trata-se de um alimento seco e sem estimulo para eles. O melhor é a alimentação com náuplios de artémia (melhor alimento) e paralelamente poderá ser dado também microvermes. Alguns dão infusórios, porém estes sujam bem a água podendo assim trazer problemas futuros tais com fungos ou parasitas.
1º alimento: Coloco um pouco de náuplios para eles dentro do copo cinco horas após terem sido separados , assim neste ambiente de pouco espaço eles acabam devorando os mesmos ( cuidado com excessos – tudo deve ser devorado até no máximo de cinco minutos) .
2º alimento: Após 6 horas da primeira alimentação insiro nova porção pequena de náuplios , podendo ser inserido também o microverme que até dura mais tempo vivo.








Quinze horas depois eu solto os filhotes no novo ambiente, já com filtro interno, água descansada e virgem, sem pedras e sem plantas . O aquecimento deverá ser constante em média de 28 ºC, PH de 7.0 a 7.2 e DH em torno de 1 .
Calendário diário de alimentos: Para filhotes o alimento demora cerca de 30 minutos até ser digerido. Teoricamente podemos alimenta-los em pequenas doses a cada 30 minutos, porém o tempo gasto para isso é impossível para qualquer pessoa que tenha outra actividade. No meu caso eu dou em média 3 a 4 porções de alimento por dia:
às 7:30 AM
às 12:00 AM
às 17:00 PM
às 20:00 PM.
Procura variar ao máximo as alimentações. Nos primeiros 5 dias dá preferência a alimentos vivos e no caso pode ser dado microvermes e artemias. Após 5 dias insere aos poucos ração bem fina. Compra ração de boa qualidade e bate no liquidificador e peneirando-a em malha bem fina. Dá ração em média 2 vezes ao dia . O restante continua sendo alimento vivo.
Esta provado que a maior mortalidade está nos primeiros 15 dias de vida, se o criador tiver estes cuidados a perda poderá variar de 0 a 5% até estágio adulto. A primeira alimentação do dia é a mais importante por isso dá sempre o que há de melhor – Artemias.
Trocas de água
No caso dos filhotes, sabe-se que eles excretam um hormônio que inibe o crescimento do concorrente, pela própria lei de competição da natureza. Este hormônio permanece activo na água. Um amigo, criador de acarás bandeira e discos fez a seguinte experiência. Em duas crias de acará bandeiras nascidas no mesmo dia ele colocou cada uma em um aquário distinto. Num ele trocou periodicamente a água em torno de 40 a 50% semanalmente. No outro ele quase não efectuou a troca da água. O alimento era o mesmo e nas mesmas doses. Mesmas condições de luz, temp., PH, DH etc. Após 4 meses ele verificou que no aquário onde foi feita a troca parcial os peixinhos cresceram uniformemente todos basicamente do mesmo tamanho , em compensação no aquário onde não foi feita a troca parcial , os peixes estavam disformes em tamanho , alguns poucos do tamanho dos peixes do outro aquário e a maioria menor com dimensões variadas. Nos guppies acontece o mesmo até à fase final de crescimento que gira em torno dos 7 meses de vida.
Concluímos então que a presença deste hormônio inibe o crescimento dos filhotes. Por isso é necessário a troca de no mínimo 40% da água semanalmente. Existem criadores que trocam menores quantidades porém diariamente diminuindo assim o tempo para o crescimento até o estágio adulto. Outro factor importante para troca parcial é a retirada dos excrementos , evitando assim a formação de um ambiente propicio a proliferação de parasitas, fungos e bactérias ainda mais mortais para os alevinos.
A maior dificuldade é a troca parcial ou sifonamento do aquário dos alevinos recém-nascidos por serem pequenos e fáceis de serem sugados e também por estarem ainda na fase crítica de sobrevivência. O ideal é fazer-se a primeira troca parcial com 12 dias de idade (fase em que eles estão mais resistentes a qualquer variação) por isso é necessário que a água do aquário em que eles foram inseridos ser virgem. Esta troca pode ser feita com mangueira fina ou mesmo uma mangueira normal com peneira na ponta para se retirar possíveis filhotes acidentalmente sugados. O filtro deve ser limpo a cada 15 dias.





Caso a pessoa queira alimentar os filhotes mais vezes ao dia não existe nenhuma contra indicação, muito pelo contrário, assim ele aumentará a velocidade de crescimento dos mesmos devendo ter somente a dois cuidados especiais:
1 – Excessos de alimento podendo trazer assim problemas intestinais aos alevinos;
Cuidados especiais com a água, devendo assim aumentar a taxa semanal de troca parcial para 2 a 5 vezes dependendo do número de vezes em que ele irá alimentá-los.
Alimentos como patê de Gordon podem ser inseridos no cardápio desde que sejam de granulometria compatíveis ao tamanho da boca dos filhotes e após os 15 dias de idade (os excessos devem ser imediatamente sifonados para este caso, por se tratar de um alimento que se deteriora rapidamente e com ele a qualidade da água dos peixinhos).
Dimensões de aquários para os filhotes
O aquário dos filhotes deverá ter no máximo 20 cm de altura, a largura e o comprimento podem variar de 15 cm de largura até 30 a 40 cm de comprimento Sabe-se que o mais importante é a área de superfície do mesmo. O tamanho é um factor que influencia no crescimento, pois quanto maior o tamanho, mais rápido é o crescimento . Porém em aquários muito grandes, além da dificuldade de espaço existe o problema do manejo do mesmo. Se o criador fizer as trocas parciais e seguir o cardápio alimentar a risca, a diferença de crescimento de um aquário para um tanque são pequenas, não compensando a perda de espaço. Porém se o criador tiver condições de ter tanques maiores, aconselho que os filhotes sejam soltos após a separação de sexo dos mesmos, em torno de 2 meses de vida. Assim eles poderão crescer sem perigo de serem inseminados por peixes de qualidade inferior. Muitos criadores usam tanques imensos para criação de guppies porém se o cuidado da separação de sexos e selecção genética não for tomado, em poucas gerações ele perderá todo o potencial genético de sua linhagem.

domingo, 22 de setembro de 2013

Como criar Guppies

  1. Guppies reprodução é fácil e divertido. Você vai desfrutar da experiência e adora assistir os guppies bebê crescer. Tudo que você precisa é de um macho e 2-3 guppies do sexo feminino.
  2. Você precisa de pelo menos dois guppies fêmeas por um guppy macho . Três é normalmente melhor para que não somente uma fêmea é perseguido pelo macho. Separá-los até que você quer que eles se reproduzem.

  3. 2
    Configurar um tanque 10-20 galão com um aquecedor e filtro suaves . Se o filtro estiver muito forte, cobri-lo com meias para a fritura não ficar preso.

    • Não use qualquer substrato. Um tanque traseiro nu é bom para fritar como ele limpa facilmente e você pode gravar quantos alevinos estão vivos ou o quanto eles comem.
    • O musgo de Java ou espanadores de desova fornece um esconderijo bom para guppy fritar.
    • Guppy fritar tendem a afundar-se, portanto, use plantas de baixa flutuantes para sua cobertura. Alguns alta cobertura também é necessária como fritar saudável vai nadar para cima.
  4. 3
    Coloque o peixe no tanque com condições semelhantes (temperatura, etc .) como o tanque em que estavam antes.

    • Ajustar a temperatura para cerca de 77-79 graus centígrados, enquanto as fêmeas e machos estão no tanque juntos. Você também deve dar-lhes alimentos com maior valor nutritivo para obtê-los na condição de reprodução
  5. 4
    Coloque a parte traseira do macho em seu próprio tanque após a fêmea / sengravidar . Você pode dizer se a mulher está grávida ou não pelo olhar e ver se há uma marca escura nessa área, chamada de ponto gravídico. Todas as mulheres vão ter isso, mas torna-se visivelmente mais escura quando os ovos foram fertilizados.

  6. 5
    Espera 26-31 dias após a fertilização, tal como o período de gestação média é de 28 dias . Peixe ter sido antes e depois, no entanto. Então, quando a fêmea estará pronta para dar à luz, seu estômago deve ser muito grande e seu ponto gravídico será preto profundo (marrom em mais pálidas guppies). Seu estômago também vai parar de crescer grande e redonda, mas quadrado fora, como um povo box.Some papelão afirmam ver os olhos dos bebês, mas isso não acontece o tempo todo. Ela dá à luz a bebês vivos, não de ovos.

    • Alguns sinais de trabalho são: ser muito quieto e segregar-se, tremendo (contrações), sair perto do aquecedor, mudança no apetite. Também observar como ela come, e tomar notas, se ela cospe a comida de novo e mostra outro comportamento incomum
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    Tente estar presente quando ela dá à luz, mas se você não pode ser, coloque muitas plantas e esconderijos para os alevinos, outra mãe vai comê-los . Quando ela deu à luz, colocá-la em seu tanque de origem, deixando a fritar em seu próprio tanque.

  8. 7
    Quando os filhotes nascem, a temperatura do tanque deve ser em torno de 78 graus Fahrenheit .

  9. 8
    Remover imediatamente toda fritar morto quando você vê-los . Qualquer resíduo acumulado é ruim para guppy fritar.

  10. 9
    Alimentar os alevinos camarão de água salgada , micro-vermes ou flocos em pó, várias vezes ao dia . Lembre-se que filhotes são pequenos e se você colocar muita comida no tanque, o excesso de resíduos pode matá-los.

  11. 10
    Um filtro é perigoso para a fritura porque eles são susceptíveis de ser sugado para ela, para cobrir a extremidade com meias .

  12. 11
    Siphon o tanque com cuidado cada vez que fica muito suja e fazer 40% de água muda a cada poucos dias para manter a água limpa . Lembre-se que o tanque deve ser apenas cerca de metade, se você estiver usando um tanque galão de cinco ou dez anos, para minimizar o trabalho de sua parte.

  13. 12
    Mova os filhotes quando eles ficam velhos o suficiente . Quando os filhotes são um bom tamanho, ou cerca de um mês e meio a dois meses de idade você pode colocá-los em um tanque com peixes não agressivo, vendê-los a seu local pet loja, ou dá-los aos amigos como presentes.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Daphnia - Comida viva para peixe de aquário

O que é Daphnia
Daphnias são um camarão de água doce muito pequeno. Eles são achados no mundo inteiro em poças pequenas, fossos e lagoas. Eles prosperam melhor onde há uma abundância de comida, são cevadores de filtro, eles nadam e filtram da água organismos menores, comem rotiferos, algas e infusorios. Alguns grandes aquariofilistas consideraram daphnia a melhor comida de peixe disponível. Eu não aconselho capturar daphnia selvagem, por causa do potencial de trazer doenças, parasitas ou outro agente maléfico.

Adquirindo Daphnias

Daphnia quase nunca são achadas em petshops, eu não tenho nenhuma idéia por que. Mas se você quiser a melhor aposta é começar sua própria cultura. Você pode comprar uma cultura de criador e cultivá-la em casa.

Cultivando Daphnias
Reprodução
São animais noturnos, e por isso recomenda-se um local com pouca incidência de luz para sua criação. Estes coleópteros se desenvolvem melhor em ambientes com o clima quente e úmido. Temperatura ideal entre 25-30°C e umidade relativa 70-90%. Calor e frio em excesso matam os besouros.



Você vai precisar:


2 galões ou algo semelhante
Mangueira de sifão (mangueirinha de ar) 
Rede de coletar náuplios ou ainda uma meia-calça 
Uma fonte de algas ou um pouco de fermento de padeiro 
Aeração 
Uma luz constante sobre os galões da cultura 



Cultivar daphnia não é a coisa mais fácil para fazer. Algumas pessoas parecem ter sorte com eles, enquanto outras fazendo o mesmo procedimento não obtém êxito. Eu tenho um tanque que eu deixei a água bem verde com algas e uso a água verde para alimentar as daphnias, também às vezes uso uma mistura de uma pitada pequena de fermento de padeiros diluídos em um pouco de água. Quando fizer a mistura use só um pedaço minúsculo de cada vez, de forma que você obtenha uma nebulosidade lânguida, nada mais. As daphnias morrem mais rapidamente de superalimentação, que qualquer outra coisa.

Uma vez você comece uma cultura será um trabalho constante, não será duro fazer, mas requererá atenção constante. Elas precisam de mudanças de água como nossos aquários, normalmente realizo as trocas de água enquanto colho as daphnias, tiro com sifão e filtro com uma rede de náuplio, este procedimento pega uma quantidade boa de daphnias, que podemos servir diretamente aos peixes. Eu somo um quarto de água verde ou um quarto de água limpa e então alimento a cultura de daphnias.


Aconselho montar 2 ou mais culturas, assim se algo der errado com uma, vc sempre terá outra. Claro que um recipiente maior é melhor. Os reservatórios da cultura precisam ter uma aeração constante, não precisa estar fundo no jarro, só o bastante para manter a superfície agitada e também a água que circulando. Isto é muito importante porque mantém a comida das daphnias circulando, assim eles podem comer. Não use pedra porosa, elas criam muitos bolhas, e elas podem aderir a daphnia, as levando-as a morte.



Também muito usado para alimentar daphnias é farelo de trigo, pó de alfafa, espinafre misturada com infusórios e sangue fresco liquidificado. Outra comida que podemos usar é comida de bebê com batata-doce, é uma comida excelente para a daphnia com o benefício de acrescentar um pouco de caroteno que aumentará a cor delas e nutrirá indiretamente o peixe. Alguns criadores utilizam outras comidas, que consistem em vários adubos, mas eu realmente não quero entrar nesse "assunto fedido".

Um truque que eu acho especialmente acertado é por 10 a 20 daphnias adultas em em um tanque de alevinos. Embora as daphnias sejam muito grandes para os alevinos comerem, os filhotes das daphnias serão uma comida muito boa (eles são menores que os náuplios de artêmia) e as daphnias ajudam a manter a água limpa. Claro que você não acrescenta comida de daphnia ao tanque de alevinos.

Há vários tipos de Daphnias disponíveis. Daphnia Magna é maior, seguida pela Daphnia Pulex um pequeno menor, e então Daphnia Moina, o menor. Eu prefiro o Moina porque eles se dão muito bem em água com temperatura de 30 ºC enquanto as outras espécies requerem temperatura mais baixa, ao redor de 25 ºC. Todas as espécies ficarão fortes ao ar livre nos meses mais mornos. .

Uma de minhas culturas de Daphnia Moina, direito depois de servir a mistura de fermento de padeiro em água. Note que há uma nebulosidade leve. Note também a aeração. Corais mortos ou conchas darão as daphnias uma água levemente alcalina e os proverá de cálcio de que necessitam.
Atualização

Eu li que não é bom manter as luzes em uma cultura de daphnia todo o tempo, mas como um experimentador constante, eu tentei isto de qualquer maneira. Os resultados foram excelentes, as daphnias dobraram ou triplicaram a sua produção, tenho feito isto agora durante 2 meses, assim obtive várias gerações otimizadas pela luz constante, não há nenhum efeito colateral, só que assim teremos que alimentar uma vez todos os dias as daphnias, ao invés de cada 3 dias com o método sem a iluminação constante. Alimento as daphnias com 1/8 colher de chá de fermento de padeiro por dia, e colho 1/4 a 1/2 colher de chá de daphnia todos os dias.

Outro benefício adquirido pela a luz constante é o calor gerado, vc pode colocar culturas de microvermes em cima da luz, o calor faz os microvermes se multiplicarem e crescerem muito mais rápido.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

INFRAESTRUTURA

A infraestrutura se baseia na modernidade, facilidade de manejo e administração:

Criadeiras de náuplios de artêmia (Baby brine shrimp hatchery): são usadas três criadeiras de náuplios de artêmia (Artemia sp.) e cerca de 500g de cistos são usados todos os meses;

Tanques de Dáfnias (Daphnia pulex): são produzidas milhares de Dáfnias semanalmente em tanques próprios, para servirem de alimento aos peixes da piscicultura;

Ampulárias, Corydoras e Cascudos: Ampulárias Albinas (Pomacea bridgesii), Corydoras Albinas (Corydora aeneus) e Cascudos Albinos (Plecostomus sp.) ajudam na limpeza dos restos de alimentos, nos vidros dos aquários e deixam o ambiente sempre saudável para os outros peixes;

Troca automática: são realizadas através de canos PVC que sugam a água suja do fundo do aquário e através de torneiras que repõem água limpa;

Aquários e tanques: são dezenas. A Piscicultura Michel Bruno participa de todas as etapas: seleção, reprodução, incubação, alevinagem e engorda. Os aquários e tanques são numerados e identificados, contendo as datas de nascimento e origens da linhagem;

Filtros: em todos os aquários são usados filtros externos (Hang On). Este tipo de filtro é o mais eficiente para oxigenação e movimentação da água. Sendo assim, os peixes desenvolvem toda a sua musculatura e ficam sempre fortes e saudáveis;

Rações: são usados três tipos de rações de excelente qualidade para o melhor desempenho dos peixes;

Alimentos vivos e congelados: são fornecidos náuplios de Artêmia, Dáfnias e Artêmia adulta congelada a todos os peixes, pois se verificou que são os alimentos mais completos para a correta nutrição dos mesmos.

NORMAS E PADRÕES DE JULGAMENTO

TIPOS DE NADADEIRAS DORSAIS DE GUPPIES: QUAIS SÃO OS RECONHECIDOS OFICIALMENTE?
Os criadores de Guppy de todo o mundo têm usado diversas nomenclaturas para definir o tipo de nadadeira dorsal de seus peixes Delta - ou Triangletail. Alguns criadores, em sua maioria tailandeses, inventaram nomes para realçar ou comercializar seus Guppies.

Os tipos de nadadeiras dorsais de machos reconhecidos oficialmente são apenas cinco: Hi-fin; IFGA; IHS/WGA; Long Dorsal e Sailfin. Quando eu digo ‘reconhecidos oficialmente’, eu quero dizer que são descritas em algum artigo de padrões de julgamento (“judging standards”).

Hi-fin



A palavra “Hi-fin”, traduzida para o português, significa “nadadeira alta” ou “nadadeira empinada”. O padrão de julgamento da World Guppy Association (WGA) reconhece a forma ideal desse tipo de dorsal como a de um quadrado. Outras formas e derivações poderão existir, mas perderão pontos em tamanho e formato.

No quesito dorsal, a WGA exige em seus World Guppy Contests (WGCs) cinco (5) pontos para tamanho, oito (8) pontos para formato e dez (10) pontos para cor, totalizando vinte e três (23) pontos.

IFGA



A International Fancy Guppy Association (IFGA) reconhece que a dorsal deva ter formato de paralelogramo, com uma proporção de três (3) unidades de comprimento para uma (1) unidade de altura (3:1) e deva ser levantada.

A IFGA exige em seus shows oito (8) pontos para tamanho, oito (8) pontos para cor, cinco (5) pontos para formato e quatro (4) pontos para condição, totalizando vinte e cinco (25) pontos para a nadadeira dorsal.

IHS/WGA



O International High-Breeding Standards (IHS) e a WGA reconhecem que a dorsal deva ter formato retangular ou de trapézio, ambas com saída de 90 graus crescentes, com cantos ligeiramente arredondados.

No caso da dorsal em forma de trapézio, as bordas anterior e posterior devem ser perpendiculares à linha axial do corpo, enquanto que a borda superior deve ser paralela a essa mesma linha axial. A altura da borda posterior da dorsal não deve exceder 1,5 vezes a altura da borda anterior e apenas a sua aresta inferior pode ter um ângulo oblíquo à linha axial do corpo.

O IHS e a WGA também aceitam dorsal em forma de paralelogramo. Nesta a saída deve ser de 45 graus crescentes e ter os cantos retos.

A proporção em todos estes formatos, assim como a nadadeira dorsal IFGA, deve ser de três (3) unidades de comprimento para uma (1) unidade de altura (3:1) e esta deve verticalmente terminar no final do primeiro terço da nadadeira caudal.

No quesito dorsal, o IHS, assim como a WGA exige em seus campeonatos cinco (5) pontos para tamanho, oito (8) pontos para formato e dez (10) pontos para cor, totalizando vinte e três (23) pontos.

Long Dorsal



A palavra “Long”, traduzida para o português, significa “longa”. O padrão de julgamento do Guppy Club Singapore (GCS) reconhece a forma ideal desse tipo de dorsal como a largura (DW) sendo igual ou superior a 1/3 do comprimento (DL) da dorsal. Este formato se assemelha à dorsal IFGA, exceto que não é levantada e a propagação e quantidade de raios são geralmente muito maiores. Esta é chamada no Japão de Elongated (Fa).

O GCS exige em suas exposições dez (10) pontos para tamanho, dez (10) pontos para formato, cinco (5) pontos para cor e cinco (5) pontos para padrão, totalizando trinta (30) pontos para a nadadeira dorsal.

Sailfin



A palavra “Sailfin”, traduzida para o português, significa “nadadeira vela”. A WGA e o GCS reconhecem esse tipo de dorsal. A forma ideal é a de um arco de círculo. A largura (DW) é igual ou superior a 1/3 do comprimento (DL). Uma maior propagação e quantidade de raios são preferidas.

Os tipos e nomenclaturas de nadadeiras não reconhecidas ou ‘ainda’ não reconhecidas são: Big Dorsal (BD); Giant Dorsal (GD); Half Thumb Dorsal (HTD); High Dorsal (HD); Huge Dorsal e Shark Dorsal.

Big Dorsal (BD), Giant Dorsal (GD) e Huge Dorsal



A palavra “Big”, “Giant” e “Huge”, traduzidas para o português, significam “grande”, “gigante” e “enorme”, respectivamente. Guppies com esses tipos de nadadeiras dorsais apareceram primeiramente na China por volta de 2005. Têm a característica de serem grandes e algumas vezes de possuírem o tamanho aproximado ou igual a da nadadeira caudal.

Em sua maioria, peixes chamados de BD, GD e Hige Dorsal tem o formato Sailfin.

Half Thumb Dorsal (HTD)



Essa nomenclatura apareceu primeiramente no website de um criador tailandês. A palavra “Thumb”, traduzida para o português, significa “dedo polegar”, portanto imagino que o inventor dessa nomenclatura queira realçar a nadadeira dorsal de seus peixes passando a impressão de serem do tamanho de um dedo polegar humano.

Em sua maioria, peixes chamados de HTD são do tipo Sailfin.

High Dorsal (HD)



Essa nomenclatura, assim como a HTD, apareceu primeiramente no website do mesmo criador tailandês. A palavra “High”, traduzida para o português, significa “alta” ou “empinada”, portanto imagino que o inventor dessa nomenclatura queira realçar a nadadeira dorsal de seus peixes passando a impressão de permanecerem sempre eretas.

Em sua maioria, peixes chamados de HD são do tipo Hi-fin, porém com cantos ligeiramente arredondados.

Shark Dorsal



Essa é a nomenclatura mais recente; a primeira vez que eu a vi foi num artigo publicado em Agosto de 2013, na revista digital tailandesa Fish Zaa.

Segundo o autor, peixes com esse tipo de dorsal têm a combinação de “genes dorsal curta” (“short mast genes”) e “genes dorsal alta” (“high mast genes”). Quando ambos estão juntos, eles causam a aparência similar da “barbatana de tubarão” (“shark fin”). Alguns criadores talvez chamassem de “Sailfin Dorsal”, mas como observado, Molinésias Latipina (“Sailfin Molly”) não tem a dorsal semelhante a dos Guppies. Estas por sua vez tem a nadadeira dorsal alongada da parte anterior à base da caudal, portanto essa nadadeira do Guppy foi desenvolvida a imagem de nadadeiras dorsais de Tubarões e Golfinhos que são fixas e curtas (“set and short”).

Todas as fotos mostradas de peixes chamados de Shark Dorsal são do tipo Sailfin, porém um pouco mais empinadas.



Michel Bruno
(michel@ccg.org.br / guppy.michelbruno.com)
Graduado em Gestão Ambiental pela Uni-ANHANGUERA; Pós-Graduando em Agronegócio pela UFPR; Consultor, Corretor e Administrador de Seguros na Núcleo Corretora de Seguros; Aquicultor Hobbysta e Selecionador desde 1992; Consultor e Pesquisador em Aquicultura Ornamental & Meio Ambiente; Apaixonado pela espécie Poecilia reticulata e sua variabilidade genética; Juiz de Exposições de Guppies; Membro da Diretoria & Comissão de Arbitragem da Confederação dos Criadores de Guppy-União das Confederações de Aquarismo do Brasil (CCG–U.C.A.B.); Membro da International Fancy Guppy Association (IFGA); Membro daWorld Guppy Association (WGA).